Dor no Quadril

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Em 2010 ainda vivendo dias negros pós-neurite ótica e usando altas doses de corticoide, comecei a ter dor no quadril, como estava muito acima do peso, inchada pela cortisona, logo a dor do quadril, foi identificada como “excesso de peso”, comparando a dor que sinto hoje, a dor de 2010 era discreta, porém, sempre presente.

Na ocasião, fiz uma ressonância magnética de quadril, solicitada pelo médico ortopedista já que a equipe da reumatologia, dizia que a dor do quadril era excesso de peso, busquei ajuda na ortopedia. Logo, a ressonância de quadril veio com o seguinte resultado;

RM Quadril Direito 12/2010: Tendinobursite (alteração de sinal e espessamento de tendões dos glúteos médios e mínimo).Presença de pequeno derrame articular sem sinais de sinovite.Irregularidade/erosão focal da superfície óssea articular da sinfese púbica em sua face direita.

RM Quadril esquerdo 12/2010: Tendinobursite. Presença de pequeno derrame articular sem sinais de sinovite.

Agora, dois anos depois, a dor do quadril, voltou mais intensa, a dor é persistente, dói a região da coluna lombar e sacral, dói a região interna e externa do quadril (inguinal e coxa). A dor tem sido pior à noite, após repouso, para voltar a se movimentar o quadril se apresenta rigído, ao levantar pela manhã é sempre doloroso, não consigo ficar em pé e reta, leva uns bons minutos para conseguir andar retinha, como fiquei andando curvada na recuperação da cirurgia da barriga, tive a impressão que era uma dor postural, mas não, com o passar dos meses, essa dor só tem piorado. Como estou apenas tomando prednisona, a dor tem incomodado bastante, fazendo com que eu diminuísse as minhas atividades diárias, me levando a vários períodos de repouso durante o dia. Relatei a minha reumato, e foi solicitado uma Tomografia de Bacia. O resultado da Tomografia;

Tomografia de Quadril 11/2012: Artropatia Sacroilíaca Bilateral, evidenciada por esclerose óssea subcondral das faces articulares ilíacas, sem erosões ou redução significativas do espaço articular.

Com este resultado em mãos eu pirei, logo me auto-diagnostiquei como sendo “Espondilite Anquilosante”, fui correndo levar o resultado a reumato, que pediu o exame de sangue de Espondilite Anquilosante, o HLA-B27 um marcador sorológico da E.A, que veio com resultado negativo. Agora aguardo a realização de uma ressonância magnética de quadril na técnica STIR, estarei realizando na véspera de natal dia 24/12.

A sensação é a de estar diante de + uma doença secundária ou não a AR, a Dra. Cássia pensa em Espondiloartropatia, pois segundo ela os achados da tomografia e exame físico, não são característicos de AR, levam a pensar também em Espondiloartropatia por conta do quadro ocular de Neurite Ótica, mas na verdade, eu jurei pra mim mesma que não vou sofrer por isso, seja o que for, está sendo criteriosamente investigado e acompanhado. O tratamento da Espondiloartropatias e AR são bem parecidos, ambos utilizam antiinflamatórios, terapia biológicas, atividade física, fisioterapia, ou seja, não mudará muita coisa, apenas estamos descobrindo algo que está a comprometer a minha qualidade de vida.

Por isso digo e repito, conheçam-se sobre tudo a si mesmos, saibam identificar aquilo que sentem, saibam contar como sente, e não se deixe confundir com achados decorativos de alguns médicos, que sempre encontram um culpado em nós mesmos, afinal, ninguém adquiri sobrepeso porque ser gordo está na moda, e se excesso de peso sozinho pudesse nos trazer tanta dor, fico imaginando o quanto o elefante é resistente a dor, porque daquele tamanho todo, a dor dele deve ser enorme ou ele deve ter articulações de ferro.

Hoje, estou mais de 20 kilos a menos e ainda assim o quadril voltou a doer muito mais do que em 2010, prova de que não foi apenas excesso de peso!

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