Novos Tratamentos para Fibromialgia

FDA aprova novos medicamentos para o tratamento de Fibromialgia

Mais de 8 milhões de brasileiros serão beneficiados

O FDA, órgão americano responsável pela liberação e controle de medicamentos, aprovou a Pregabalina (age diminuindo os impulsos dos neurônios que desencadeiam a dor) e a Duloxetina (anti-depressivo que aumenta os níveis de serotonina e noradrenalina) para o tratamento da Fibromialgia.

Esse avanço da medicina visa melhorar a qualidade de vida desses pacientes. “Normalmente, as pessoas se consultam com um reumatologista quando já peregrinaram por diversos médicos, tomaram inúmeros medicamentos, estão desacreditadas pela família porque, mesmo com toda essa busca pela cura, as dores não diminuem. Isso afeta a auto-estima e o paciente passa a se questionar, achando que está louca. Consultas rápidas baseada em laudos de exames provavelmente erram o diagnóstico”, afirma Dra. Evelin Goldenberg.

A Fibromialgia é a principal síndrome dolorosa crônica, que causa dor no corpo todo em um período, mínimo, de três meses. A dor pode ter início em uma região, particularmente nos ombros e no pescoço, e se tornar generalizada depois de um tempo.

Outras queixas como fadiga inexplicável, dor de cabeça, tonturas, falta de memória e concentração, irritabilidade, sensação de formigamento em braços e pernas, depressão, sensação que não descansou a noite também podem aparecer.

Seus principais fatores desencadeantes são as mudanças climáticas particularmente o frio e a umidade e, até mesmo um acidente automobilístico. Entretanto o estresse emocional é um dos principais desencadeantes, tanto problemas passados ou atuais.

Uma vez que o diagnóstico é exclusivamente clínico, ou seja, não há nenhum exame radiológico ou laboratorial, a maioria dos pacientes peregrinam por múltiplos médicos, fazem vários exames e passam a acreditar que sofrem de algo raro ou muito grave.  Outros relatam que, muitas vezes, são vistos como exagerados, desacreditados por familiares, amigos e colegas de trabalho, interferindo diretamente na qualidade de vida.

Para diagnosticar a fibromialgia, a pessoa deve ser submetida a um exame clínico detalhado, que inclui inventário físico, psicológico e social, desde a infância. Por isso, a consulta baseada apenas em laudos de exames não é suficiente, pois a relação médico-paciente é fundamental para o diagnóstico e o tratamento correto. “É imprescindível uma longa conversa com o paciente para o diagnóstico. Não existe um exame específico que revele o problema”, explica a médica. “Porém, quanto mais cedo o problema for detectado, maiores as chances de recuperação, e do paciente voltar a se sentir bem e conseguir retomar sua rotina”, alerta Dra Evelin.

O tratamento se divide em medicamentoso e não medicamentoso. No tratamento não medicamentoso podem ser feitos exercícios físicos monitorados,  pilates, RPG, rolfing, acupuntura, entre outros, sempre sob supervisão médica, para não haver riscos de piorar a dor.

O livro:

“O Coração Sente, O Corpo Dói” – Como reconhecer e tratar a Fibromialgia.

Autora: Dra.Evelin Goldenberg, Editora Atheneu.

A obra é baseada em estudos da reumatologista e acompanhamento de portadores da doença, que atinge entre 3,5 e 8,9 milhões de brasileiros. De difícil diagnóstico, a síndrome é caracterizada pela amplificação da dor em diversas partes do corpo, fadiga inexplicável, irritabilidade, sensação de formigamento em braços e pernas, depressão, entre outros sintomas. O livro conta com a apresentação da atriz Eva Todor e traz histórias reais de pacientes que aprenderam a conviver com a doença. “O livro esclarece de uma maneira simples e objetiva o que é a fibromialgia, como ela atinge de forma direta ou não milhões de pessoas”, afirma Dra. Evelin Goldenberg.


 

 Informações para a Imprensa:

Andréa Bonaldi

andrea.bonaldi@terra.com.br andreabonaldi@hotmail.com

Tel.: 55 11 3051-5366  Cel.: 55 11 9614-3556

Janeiro/2012