Células-tronco estão sendo usadas contra artrose no joelho

Download PDF

A Pontifica Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) está testando o implante de células-tronco no joelho para tratar a artrose, doença degenerativa que desgasta a cartilagem das articulações.

As células usadas estão sendo retiradas do corpo do paciente e depois cultivadas em laboratório. Os três pacientes que participaram da pesquisa inicial tiveram 85% de melhora na dor depois de seis meses de aplicação. As células-tronco utilizadas são de melhor qualidade e maior número, o que garante a eficácia do resultado. O uso da nova técnica pode vir a evitar o uso de próteses no joelho, que é o tratamento mais comum que até então vem sendo usado no tratamento da artrose. Existe ainda a cirurgia de microfratura, em que são realizados pequenos buracos no osso próximo a cartilagem danificada pela artrose, a fim de liberar as células-tronco presentes na medula óssea e para promover a regeneração da cartilagem. Esse tratamento, no entanto, é mais indicado para lesões menores, em vista do número de células-tronco que são liberadas ser pequeno.

Comentário:

Super interessante essa pesquisa, 85% de dor a menos, significa uma grande recuperação da qualidade de vida, evitar a colocação de prótese de joelho significa uma grande economia aos cofres públicos, e ficamos na expectativa dessa pesquisa ser levada para todos, pois quem tem Artrose sabe o quanto dói e o quanto limita a nossa vida ter uma dor constante nos joelhos.

Fonte: Grupo A Tarde – Uol

Criar PDF    Enviar artigo em PDF   

Vida longa aos Joelhos!

Download PDF

O joelho é a maior e uma das principais articulações do corpo humano. É dividido em duas articulações distintas: uma entre o fêmur e a tíbia, chamada de femorotibial e outra entre o fêmur e a patela, denominada femoropatelar. É uma articulação das mais complexas, estando sempre sujeita a lesões, tanto traumáticas como em acidentes e quedas, quanto degenerativas, como desgaste e envelhecimento.

Essa articulação é formada na sua parte superior pelo fêmur, que é o osso da coxa, que roda sobre a tíbia, o osso da perna. Na parte anterior existe um osso arredondado, palpável, chamado patela (nova denominação para rótula). É formado por ossos e articulações, ligamentos e tendões, músculos, nervos e vasos sanguíneos. São responsáveis pela absorção de impactos, realização e controle de movimentos, suporte do peso corporal e dissipação da força da gravidade. “Apesar de tantos desempenhos e complexidades, os joelhos são mais vulneráveis a traumas, não só pelas suas funções mas pela localização anatômica”, explica o ortopedista Maurício Póvoa Barbosa, especialista em Medicina do Esporte da Clínica Orthobone (SP).

“Um em cada três indivíduos com mais de 40 anos pode vir a ter dor articular em algum momento da vida”, afirma a reumatologista Fernanda Rodrigues Lima, do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (HCFMUSP). Um dos principais motivos é o sedentarismo, especialmente quando as pessoas querem deixar de ser sedentárias e começam a fazer algum esporte sem acompanhamento médico. Há ainda as causas relacionadas a doenças.

As lesões de joelhos acometem homens e mulheres. O que muda é o tipo de lesão. Os homens, por exemplo, são mais suscetíveis a lesões meniscais, pois se envolvem mais em atividades com mais explosão e movimentos bruscos, como o futebol. Já as mulheres costumam ter mais sintomas relacionados à síndrome femuropatelar, pois a mecânica óssea do esqueleto feminino e a relação de força dos músculos favorecem mais esse tipo de lesão. Por outro lado, ambos os gêneros podem ser afetados por doenças reumatológicas como osteoartrite, artrite reumatoide e espondilite anquilosante, que podem dar artrite no joelho.

Tipos de dores e lesões 
Os traumas que atingem os joelhos podem ser classificados em diretos, quando são na articulação, e os indiretos, quando provocam entorses, que são uma excessiva distensão dos ligamentos e das restantes estruturas que garantem a estabilidade da articulação.

O problema mais comum é a artralgia, nome dado para dor articular. Na maioria das vezes ela é causada por uma sobrecarga mecânica na articulação, ou seja, excesso de peso, uso inadequado do joelho, musculatura da coxa fraca ou pouco alongada. Outras situações comuns dependem da idade. Nos idosos, por exemplo, temos a osteoartrite, que é o processo de desgaste da cartilagem do joelho, e nos jovens temos as tendinopatias dos tendões, que se situam na articulação dos joelhos, causada geralmente pela prática de esportes.

Também podem acontecer lesões isoladas ou combinadas. As mais comuns são a lesão cruzado anterior (LCA), que afeta o ligamento responsável pela estabilidade do joelho anteriormente, não permitindo o movimento para a frente. E a lesão no menisco medial (LMM). “As mais graves, porém, são as combinadas entre LCA e lesão cruzado posterior (LCP), que afeta o ligamento posterior, responsável pela estabilidade do joelho posteriormente, não permitindo o movimento para trás, somada às lesões de ligamentos colaterais, localizados nas laterais do joelho, responsáveis pela estabilidade lateral e medial da articulação”, explica Barbosa.

Outra causa de problemas nos joelhos são as congênitas, ou seja, que surgem antes do nascimento ou nos primeiros anos de vida. Costumam se manifestar por volta dos 3 ou 4 anos de idade e são as chamadas deformidades dos joelhos varos, quando o joelho é voltado para fora e a perna para dentro, e dos joelhos valgos, quando o joelho é voltado para dentro e perna para fora, conhecido também como joelho em X. Vale salientar que o joelho varo pode ser causado também pelo raquitismo — deficiência de vitamina D.


Atividades físicas sem risco
Segundo a reumatologista Fernanda, estudos mostram que, em termos esportivos, o que conta mesmo para lesionar o joelho não é tanto o esporte, mas a condição prévia do joelho do esportista. Praticar esporte com um joelho previamente lesionado que não foi bem cicatrizado, com sobrepeso, com pouca força muscular, com pouco alongamento, aumenta a predisposição para uma osteoartrite, que é uma lesão definitiva nessa articulação. “Os esportistas profissionais são os que estão entre os com maior risco, pois a carga na articulação é muito alta. Os esportes com muito salto e muita rotação também aumentam a chance de maior lesão aguda, como ovôlei e o futebol”, diz.

Como prevenir e tratar 

Os esportes repetitivos, de alto impacto e de alto contato são os que mais prejudicam os joelhos pois exigem muita força. Para fortalecer essas articulações, a natação e a bicicleta são as atividades mais indicadas, uma vez que são mais suaves.

As lesões que são mais comuns nos homens …
A lesão no menisco costuma ser as mais comum quando o assunto é atividade física. Entenda como ela acontece:
– Os meniscos são duas estruturas cartilaginosas, que ficam dentro da articulação do joelho. São chamadas menisco medial e menisco lateral.
– Eles funcionam para amortecer e estabilizar a articulação em determinados movimentos. A lesão em geral ocorre durante um movimento rotacional abrupto da perna.
– Os sintomas são dor intensa, inchaço da articulação e pode acontecer também e sensação de bloqueio ou falseio da articulação.
– O tratamento vai depender do tipo e da extensão da ruptura. É provável que haja necessidade de algum reparo eito de forma cirúrgica.
– Algumas lesões são degenerativas e são achadas na ressonância. Nesses casos o tratamento é fisioterápico, pois estão relacionados com outras alterações na articulação do joelho.

… e nas mulheres
A articulação femoropatelar, também chamada de condromalácea, é uma condição que afeta mais o sexo feminino.

– A dor é na frente do joelho, piora quando a pessoa fica muito tempo sentada ou com o joelho muito flexionado, e pode ser acompanhada da sensação de joelho rígido.
– Na maioria das vezes, decorre de um desbalanço de forças entre os músculos que estabilizam e alinham a patela na articulação do joelho, provocado por fraqueza ou falta de alongamento dos mesmos.
– Em alguns casos, a articulação é excessivamente elástica ou tem algum problema congênito de “encaixe”. Isso pode ser detectado no exame físico e com exames de imagem.
– O tratamento, na maioria das vezes, é clínico e deverá incluir exercícios de reabilitação.

O diagnóstico começa na interpretação da história que o paciente conta sobre a dor e os sintomas relacionados ao quadro junto com o exame físico, que é muito importante para definir qual ou quais componentes da articulação estão envolvidos na lesão. “Quando se suspeita de patologias reumatológicas, é importante examinar não só o joelho afetado, como também as demais articulações, pois o envolvimento pode ser do corpo todo”, explica Fernanda. Mas, de maneira geral, o diagnóstico é feito pelo ortopedista mediante manobras para testar a estabilidade do joelho, podendo ser auxiliado por exames de imagem como radiografias e ressonâncias magnéticas.

Embora muita gente tema as cirurgias no joelho por acreditar que elas sejam incapacitantes, Barbosa afirma que “na verdade isso é um mito, pois atualmente há diversas técnicas com excelentes resultados. A tecnologia e o avanço da ciência fizeram com que os riscos diminuíssem quase a 0%”. Barbosa concorda e afirma que “o preparo físico e muscular é importantíssimo, tanto para atletas como não atletas. Alongar, caminhar, fazer teste ergométrico periodicamente e manter o peso, através de uma alimentação balanceada, são alguns dos procedimentos que devem fazer parte da rotina de todos. É a melhor forma de manter uma vida saudável e livre de lesões”.

O ortopedista e reumatologista são especialistas que cuidam do aparelho locomotor. Se a lesão é traumática, a melhor indicação é procurar um ortopedista. As demais dores de joelho, que surgiram sem relação aparente com um trauma específico, podem ser investigadas por qualquer um dos dois profissionais. Vale ressaltar que, se a dor aparece em mais de uma articulação e vem acompanhada de algum outro sintoma geral como febre, fadiga ou dor muscular, há uma chance de ser uma doença reumatológica. Nesse caso, é melhor já procurar um reumatologista

Fonte: Revista Saúde Uol

PDF24 Creator    Enviar artigo em PDF   

Joelhos, meus joelhos!

Download PDF

Minha vidinha, tah crescendo!

Desde julho 2011, apresento uma dor nos joelhos diferente da dor da Artrite Reumatoide. Derrepente meu joelho passou a doer de forma ardente e insistente, logo observei que não era uma dor da AR,  pois essa dor aliviava com o repouso, piorava quando subia escadas e de vez em quando era uma dor biliscante!

Em Agosto/2011, busquei auxílio médico, através do plano de saúde, o médico ortopedista solicitou, ressonância magnética de joelhos, que acusou “ruptura de ligamentos bilateral, estando o joelho direito com todos os ligamentos rompidos.

1º RNM 09/2011

Voltei no médico do plano de saúde, e logo, tive a noticia, você tem ruptura de ligamentos e precisamos operar urgente,  vamos marcar cirurgia para segunda-feira, não sei como você está andando sem apoio!. Era uma sexta-feira e na hora bateu um super medo, disse ao médico que tinha que consultar minha médica reumatologista e voltaria. Até hoje eu não voltei.

Voltei pra casa naquele dia, intrigada falei com minha mãe ao telefone “como pode, ruptura de ligamentos, eu estou andando sem apoio, me lembro que quando trabalhava no Pronto Socorro, os homens chegavam com lesão ligamentar sem andar, gritando de dor, e eu só tinha uma dor diferente da AR, e conseguia andar”.

1º RNM 09/2011

Em Outubro/2011, no SUS em consulta com minha médica reumatologista,  iniciamos medicamentos condroprotetores e fui encaminhada para a “Equipe do Joelho” em um hospital “SUS”, tive minha primeira consulta com a Equipe do Joelho na primeira semana de Janeiro/2012, e após extensa avaliação médica, fiz nova ressonância magnética em um outro laboratório de imagens, realizei inúmeras radiografias de joelho, até que após praticamente 2 meses (janeiro e fevereiro), indo toda quinta-feira neste ambulatório, a equipe médica comunicou que eu não tinha ruptura de ligamentos e sim, Joelho Valgo + “Síndrome Patelo Femural” que é o mesmo que, Condromalacia Patelar em Grau II no joelho esquerdo e grau IV no joelho direito, além de derrame articular bilateral.

2º RNM 01/2012

O joelho direito apresenta condromalacia em grau IV, a conduta médica seria 6 meses de medicamentos condroprotetores + fisioterapia para alinhamento e fortalecimento muscular, e após este período se não houver melhora clínica (sintomas) seria então indicado cirurgia para correção e alinhamento do joelho. Estou tomando medicamentos condroprotetores desde Outubro de 2011, ou seja, em Abril de 2012, já seria indicado cirurgia.

O joelho esquerdo apresenta condromalacia em grau II, a conduta médica é medicamentos condroprotetores + fisioterapia para alinhamento e fortalecimento muscular.

2º RNM 01/2012

E para ambos os joelhos, diminuição do peso para diminuir a sobrecarga articular. (coisa fácil pra quem usa corticoide, hoje estou com 15mg).

A conduta médica da Equipe do Joelho – SUS:

 Os médicos avaliaram que apesar do joelho direito estar em Grau IV,  não seria adequado, realizar procedimento cirúrgico, por conta da Artrite Reumatoide em atividade.  Pois segundo eles, o risco pode ser maior se operar, o professor explicou que, para operar o joelho direito seria preciso abrir o joelho cortar um pedacinho de ossinho, realinhar o joelho, deixando tudo no lugar, porém, não seria possível dar garantias de que a cirurgia seria um sucesso e que eu não teria nenhuma sequela após a cirurgia, a recuperação seria longa e a mobilidade poderia ficar prejudicada após a cirurgia. Diante dessa explicação, evidente que eu concordo com a decisão da Equipe do Joelho, pois ele dói, mas ele anda, com dor sempre, mas ainda assim está funcionando.

Radiografia Panorâmica de Joelhos 01/2012

Fico pensando,  se eu tivesse concordado com o médico do plano de saúde? Teria sido submetida a um procedimento cirúrgico errado?, com um diagnóstico errado?,  duvidei do que ouvi, não acreditei que mesmo com AR seria normal ter quase todos os ligamentos rompidos e ainda assim andar sem apoio, porque eu era a super Pri?, comuniquei minha médica e corri atrás de segunda opnião.

Quando o joelho começou a doer, com orientação do  médico ortopedista, comecei a fazer uso da Codeína para aliviar a dor, confesso que realmente alivia a dor, mas a longo prazo, após quase 7 meses tomando codeína de horário, cheguei a conclusão que não tomaria mais codeína, já que não posso operar, então vou estimular a minha resistência a dor, pois observei que a codeína estava interferindo na minha mente, estava muito agitada, esquecendo as coisas e pior me deixando perturbada.

A dor não é o pior, pois a dor, já nos acostumamos tanto, quando meus joelhos começaram a doer, nos primeiros meses foi muito difícil conviver com a dor nova, mas hoje acredito que estou criando resistência e já estou me acostumando com ela, porém, ela esta me limitando, limitando meus movimentos e isso está me deixando muito triste e irritada, por mais que eu queira voltar pra acadêmica, meus joelhos berram de dor, tem hora que parecem que vão desmontar, a dor do joelho arde, queima, fica quente, e belisca, e quando o joelho belisca ele não quer mais andar, fazendo com que eu pare meus movimentos até o efeito do joelho beliscante passar.

Demorei para escrever sobre isso, porque estava tomada por uma revolta que não tinha fim.

O primeiro diagnóstico do Joelho foi “ruptura ligamentar” onde a orientação médica foi diminuir a atividade física para poupar os ligamentos, pelo menos até a cirurgia. Já o diagnóstico definitivo “Síndrome Patelo Femural” a orientação médica imediata é Atividade Física para Fortalecimento muscular, ou seja, mesmo sem operar de Setembro/2011 à Fevereiro/2012 , foram 6 meses de orientação médica errada, por conta de uma ressonância magnética errada.

Sabe o que é isso? É Plano de Saúde que paga miséria aos serviços diagnósticos e as consultas médicas e isso é um fator estimulante ao erro, pois para ter lucros os serviços diagnósticos tem que atender uma demanda grande de pessoas e exames por dia e quem leva o prejuízo disso, somos nós pacientes. É por isso que a cada dia sou mais e mais, defensora do SUS!

Estou com AR ativa desde Agosto/2011, voltei a fazer febre de final de tarde em agosto, o biológico que estava tomando perdeu a eficácia, e estou usando o 2º medicamento biológico Anti-TNF, estou na 5º dose (2 injeção por semana) e sinceramente não vejo efeito sobre a AR.

Inicio tratamento médico multidisciplinar para perda de peso e melhor qualidade de vida e durabilidade dos meus joelhos, em breve escrevo sobre isso.

Obs: A Condromalacia Patelar é conhecida também por; Síndrome Patelo Femural e Joelhos de Corredor, muito irônico uma pessoa com AR ter Joelhos de Corredor!! Não corremos nem da chuva.

Para ler os laudos das ressonâncias magnéticas, basta clicar sobre as imagens.

Prirmãs ... minhas articulações acessórias!!

Fax Online    Enviar artigo em PDF   

Condromalacia Patelar e Artrite Reumatoide

Download PDF

É uma patologia crônica degenerativa da cartilagem articular, que produz desconforto e dor ao redor ou atrás da patela, é comum em jovens adultos, especialmente em esportistas, ciclistas, corredores, jogadores de futebol.

Não está associada a Artrite Reumatoide, ter AR não influencia a ter condromalacia, ou seja, ter condromalacia patelar não determina que teremos Artrite Reumatoide, e ter Artrite Reumatoide não é determinante para ter condromalacia patelar. Eu como tenho muita sorte, desenvolvi a condromalacia patelar.

Sintomas

Intensa dor no joelhos ao realizar movimentos, dor atrás ou na lateral do joelho, do lado da patela,  a dor piora quando o joelho é forçado, flexionado. A dor se manifesta de forma ardente, dói também quando o joelho é flexionado por longos períodos, ou até mesmo quando na posição sentada.

Crepitação e estalos, são comum, inclusive uma sensação de choque no joelho ao realizar movimentos como subir escadas ou levantar-se da cadeira ou sofá (sinto como se meu joelho fosse capaz de beliscar ele mesmo).

É comum acontecer derrame articular na  condromalacia patela.

A Obesidade é um fator agravante da Condromalacia Patelar.

Minha Radiografia Panorâmica Membros Inferiores (02/2012)

- Exame Físico

É possível realizar o diagnóstico da condromalácia patelar por meio da história
relatada pelo paciente, de teses específicos para o joelho e através de exames de imagem.

Exame de imagem

- Radiografia Panorâmica de Membros Inferiores

- Radiografias de Joelhos comuns, perfil e lateral

Tratamento

- Medicamento Condroprotetores , por exemplo; Glucosamina + Condroitina

- Antiinflamatórios

- Fisioterapia para fortalecimento muscular e alongamento

- Indicação cirúrgica para os casos acima de Grau IV

PDF Editor    Enviar artigo em PDF   

Síndrome Patelo Femural, Condromalacia Patelar

Download PDF

O termo condromalácia patelar é utilizado para definir uma doença degenerativa que atinge a cartilagem da patela (antigamente denominada rótula).

Trata-se de uma lesão que acomete mais especificamente a cartilagem articular da superfície posterior da patela e dos côndilos femorais correspondentes.

Seus principais sintomas são:

 

  • Dor profunda no joelho ao subir e descer escadas, ao se levantar de uma cadeira, ao correr ou se agachar-se, muitas vezes restringindo atividades físicas;
  • Uma ardência ou dor ao ficar com o joelho flexionado por longos períodos, mesmo sem forçá-lo, também é um sintoma comum nesse tipo de lesão;
  • Podem ocorrer crepitação e estalos, muitas vezes audíveis;
  • É possível também a presença de derrame intra-articular (edema).

O termo mais genérico “síndrome da dor patelo-femural” se refere aos estágios iniciais dessa condição, na qual os sintomas ainda podem ser completamente revertidos, que produz desconforto e dor ao redor ou atrás da patela.

Esse quadro é comum em jovens adultos, especialmente jogadores de futebol, ciclistas, jogadores de tênis e corredores.

No entanto, mudanças causadas por reações inflamatórias internas da cartilagem produzem um dano estrutural muito mais difícil de ser tratado.

Entre as causas mais comuns da condromalácia patelar destacam-se:

  1. O traumatismo crônico por fricção entre a patela e o fêmur, em razão do uso inadequado de aparelhos de ginástica, exercícios em step, agachamentos ou leg press, força excessiva aplicada à patela durante a prática de exercícios físicos;
  2. O trauma com lesão aguda da cartilagem, resultante de uma pancada ou choque do joelho sobre um objeto, com impedimento de sua nutrição ideal devido às rachaduras originadas, e 
  3. Anomalias biomecânicas, como a superpronação dos pés, que podem resultar em incongruência entre a direção em que a patela é puxada pelo músculo da coxa e o formato do sulco ósseo por onde ela se desloca.

Segundo a classificação de Outerbridge (1961), a lesão da cartilagem pode ser caracterizada em quatro diferentes graus:

  • Grau I (1º estágio): edema e amolecimento da cartilagem;
  • Grau II (2º estágio): aparecimento de fissuras na cartilagem;
  •  Grau III (3º estágio): falhas na superfície do revestimento cartilaginoso;
  • Grau IV (4º estágio): aparecimento de erosões e desnudamento do tecido ósseo abaixo da cartilagem. (sendo indicado correção cirúrgica)

O diagnóstico detalhado da condromalácea patelar é possível por meio da análise de exames de ressonância magnética.

O tratamento se baseia na redução da dor e no realinhamento da patela, inicialmente  através de tratamento fisioterápico (exercícios isométricos e alongamento muscular), associado a medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios.
O fortalecimento do quadríceps (músculo anterior da coxa) é primordial e é preciso também recuperar a potência do membro inferior, executando exercícios com um grau de dificuldade progressiva para evitar uma sobrecarga na articulação fêmoro-patelar.

É comum, hoje, o uso de medicamentos denominados condroprotetores, além da viscossuplementação intra-articular, a exemplo do tratamento com ácido hialurônico, que aumentam viscoelasticidade da cartilagem.

Casos graves podem ser indicados ao tratamento cirúrgico, quando é feito o alinhamento patelar e o tratamento da lesão da cartilagem por via “aberta”, artroscópica (vídeo) ou mesmo a combinação das duas.
Ao apresentar os sintomas, o paciente deve procurar seu ortopedista para uma detalhada investigação, sendo que a definição do tratamento mais adequado depende do grau da lesão de cada paciente.

Referências 

Machado FA, Amorin AA. Condromalácia patelar: aspectos estruturais, moleculares, morfológicos e biomecânicos. Revista de Educação Física. 2005 Abr; 130: 29-37.
Tavares GMS, Brasil ACO, Nunes PM, et al. Condromalácia patelar: análise de quatro testes clínicos. ConScientiae Saúde. 2011; 10(1): 77-82.
Texto adaptado de http://www.jmonline.com.br/novo/?noticias,22,ARTICULISTAS,50002

PDF Converter    Enviar artigo em PDF   

Condromalacia Patelar

Download PDF

Doença que causa dor nos joelhos.

Caracteriza-se essa doença quando a cartilagem da patela, ossinho do joelho, começa a amolecer e se “racha” a ponto de ficar destruída. Ela é oito vezes mais comum nas mulheres. O sintoma é dor nos joelhos sobretudo ao subir e descer escadas e ao caminhar em superfícies íngremes.Pessoas com sintomas devem consultar logo um ortopedista, porque a doença tem tratamento.

A patela, ou rótula, é um ossinho que se localiza no joelho. Essa articulação, vale relembrar, compõe-se do fêmur (osso da coxa), da tíbia (osso da perna) e da patela.Os três não se chocam porque são protegidos por cartilagem e pelo líquido sinovial. A  patela é recoberta por um tecido (retinácula) que se liga ao músculo quadríceps (na coxa) e ao tendão patelar (na perna). Ela é importante porque, ao mover-se sobre a porção central côncava do fêmur, ajuda no ato de esticar a perna, no de dobrar o joelho e na frenagem ao descer, por exemplo, rampas. Infelizmente, pode apresentar doenças como a condromalácia patelar.

Carateriza-se essa doença quando a cartilagem da patela começa a amolecer e aos poucos se “racha” a ponto de ficar destruída. A condromalácia pode manifestar-se em qualquer pessoa, mas é oito vezes mais comum nas mulheres. A maioria delas tem joelhos valgos (voltados para dentro), o que causa o deslocamento da patela para fora. Ela sai de sua posição normal, passa a ter contato com a lateral externa do fêmur e recebe um excesso de sobrecarga. É isso que, com o tempo, às vezes leva ao amolecimento e à rachadura de toda a cartilagem no interior da patela.

A condromalácia patelar pode resultar também de microtraumas de repetição, sobretudo em atletas e em quem exagera nas atividades físicas, ou surgir como sequela de fraturas. Mas existem portadores que não têm joelhos valgos e não sofreram microtraumas nem fraturas. Acredita-se que desenvolvem a doença por herança genética.

Ela pode ocorrer ao mesmo tempo nos dois joelhos. Em geral os sintomas são mais intensos em um do que no outro. O sintoma básico é dor nos joelhos sobretudo ao subir e descer escadas; ao agachar e levantar-se; ao se levantar após ficar muito tempo sentado; e ao andar em superfícies íngremes. A dor às vezes aparece também após a portadora usar sapatos de salto alto.

Se a pessoa não faz nada, as rachaduras na cartilagem aumentam até chegar ao osso. Também as dores se intensificam, os joelhos incham e o volume de líquido sinovial aumenta. Ela passa a mancar e a ter dificuldade para atividades como descer e subir escada. Pode até ser obrigada a se afastar do trabalho.

Pessoas com sintomas devem consultar logo um ortopedista. O diagnóstico inicial é clínico. Pode-se comprovar a doença com exames de imagem como a ressonância magnética.

O tratamento consiste em aliviar a dor e combater a inflamação com gelo, analgésicos e antiinflamatórios. Nos casos mais graves, às vezes se imobiliza o joelho por alguns dias, até que o quadro regrida. O paciente faz tratamento fisioterápico com estes objetivos:

a) fortalecer o músculo vasto medial da coxa, para que ele “puxe” a patela de volta à posição correta; e

b) alongar os músculos posteriores, para diminuir a pressão na patela.

Também é importante perder peso e evitar o uso de sapatos de salto alto e atividades físicas em locais íngremes.

Se em seis meses esse tratamento clínico não dá resultado, parte-se para o cirúrgico.

Pode ser desde uma raspagem, para estimular a criação de um tecido de fibrocartilagem local, até a correção de todo o alinhamento da patela.

Mas dificilmente um portador de condromalácia patelar operado se cura. Melhora bastante, mas ele terá de conviver com algum grau de limitação nos joelhos.

Fonte: Revista Caras Online

PDF Creator    Enviar artigo em PDF