Camara Federal, aprova proposta que obriga o SUS a tratar Síndrome de Fibromialgia

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Relatora, deputada Benedita da Silva (PT-RJ), assinalou que a fibromialgia é uma síndrome dolorosa extremamente incômoda para aqueles por ela acometidos.

A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou o projeto (PL 6858/13) que obriga o Sistema Único de Saúde (SUS) a oferecer tratamento para pessoas com síndrome de fibromialgia ou fadiga crônica.

A doença causa dor difusa e crônica nos músculos e ossos, mas a pessoa também pode apresentar fadiga, distúrbios do sono, rigidez matinal e paralisia de extremidades, entre outros sintomas.

A proposta garante ao paciente atendimento multidisciplinar com médicos, psicólogos, nutricionistas e fisioterapeutas, além de assegurar o acesso a exames, assistência farmacêutica e outras terapias.

Favorável à matéria, a relatora, deputada Benedita da Silva (PT-RJ), assinalou que a fibromialgia é uma síndrome dolorosa extremamente incômoda para aqueles por ela acometidos. “Como não causa alterações em exames complementares, de imagem ou laboratoriais, era comum que os pacientes ficassem sem diagnóstico, ou pior, que fossem rotulados como simuladores.”
Benedita ressaltou ainda que hoje existem critérios clínicos para diagnosticar a fibromialgia de forma segura, e medidas terapêuticas comprovadas. “No entanto, mais que em outros casos, o tratamento adequado depende de abordagem multidisciplinar, incluindo, além de medicamentos, exercícios físicos e apoio psicoterápico.”

Ela lembrou que como a enfermidade acomete somente entre 2% e 4% da população, as medidas não representarão impacto significativo sobre o SUS, seja sob o aspecto financeiro seja sob o aspecto de pessoal.

Deputada Federal Erika Kokay – autora do Projeto de Lei 6858/13

A autora do projeto, deputada Erika Kokay (PT-DF), acredita que, além do reconhecimento da doença, a expansão desse atendimento ao SUS possibilitará que o tratamento da síndrome possa, inclusive, transformar-se em política pública de saúde. “Com essa política de atendimento na saúde, no SUS, para as pessoas com fibromialgia, nós estamos, primeiro, reconhecendo a doença, dando visibilidade a ela, possibilitando que essas pessoas possam, enfim, resgatar suas vidas ou ter suas vidas de volta, [por meio] desse atendimento multissetorial”.

Doença frequente
De acordo com a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), a fibromialgia é uma das doenças reumatológicas mais frequentes. Segundo a representante da Associação Brasileira de Medicina Física e Reabilitação do Distrito Federal (ABBR-DF), doutora Cláudia Barata Ribeiro, ainda há muito preconceito em torno da síndrome, que afeta principalmente mulheres – cerca de 90% dos diagnósticos. “Mais ou menos 50% dos pacientes que possuem fibromialgia possuem depressão. Não são todos que apresentam depressão. Muita gente tem fibromialgia e não tem depressão. Muita gente, hoje em dia, fala que isso é doença da cabeça, que não é uma patologia real, que isso não existe, é emocional. Não é emocional. Existem vários trabalhos científicos mostrando que o cérebro do paciente com fibromialgia é diferente de quem não a possui”.

Quem sofre com as dores da doença acredita que a mudança na legislação, além de ampliar o tratamento médico, fará com que o tema seja mais debatido na sociedade. Essa é a opinião de Fernanda Gotti, que também sofre com a depressão. “Quando vêm as crises, vem junto, também, a depressão. Então, eu fico péssima, sinto dores. Eu tenho que tomar muitos remédios. [Você] sente muita dor de cabeça, não consegue dormir, dói o corpo, os tendões, o músculo, tudo dói”.

Tramitação
O projeto segue para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, em caráter conclusivo.
Para acompanhar o andamento e consultar as propostas do projeto de lei, consulte através deste link http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=602764

Fonte: CBN

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Falta de Medicamentos para Artrite Reumatoide

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Falta-Medicamento-Folha-SP-18-04-15A falta de medicamentos para Artrite Reumatoide é uma constante, nós pacientes que dependemos da assistência farmacêutica sabemos que, com grande frequência, retiramos parcialmente (doses pela metade) ou recebemos o medicamento com atraso, as vezes, o atraso chega a ser superior a 60 ou 90 dias em alguns Estados e isso, acontece em todo o Brasil, este ano mesmo, fiz minha infusão com 45 dias de atraso por falta do medicamento.
Em recente matéria do Jornal “Folha de São Paulo” o Ministério da Saúde, informou que “não existe falta de medicamentos para Artrite Reumatoide no Brasil”, infelizmente, fomos consultados pela Folha de São Paulo e mediante registros e dados, temos que ir contra a palavra do Ministério da Saúde e dizer, sim, falta medicamento de Alto Custo nas Farmácias da Assistência Farmacêutica do Brasil.

Hoje, temos registros de 202 pessoas referindo falta de medicamentos para artrite reumatoide em 22 Estados Brasileiros, sendo eles Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espirito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Paraíba, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro,Rio Grande do Sul,Rondonia, São Paulo, Santa Catarina,Sergipe e Tocantins.

Os medicamentos em falta são:
Azatioprina – Adalimumabe (Humira) –  Abatacepte (Orência),  – Cloroquina – Hidroxicloroquina –  Etanercept 25 mg (Enbrel) –  Etanercept 50 mg (Enbrel) – Metothexate – Sulfassalazina -Tocilizumabe (Actemra), Golimumabe (Simponi) e Prednisona, a prednisona, é medicamento da rede básica de saúde, mas tem UBS que não tem prednisona.

Desses medicamentos que estão em falta, os seguinte medicamentos são obrigações das Secretarias Estaduais de Saúde (Azatioprina, Cloroquina, Hidroxicloroquina, Metotrexato e Sulfassalazina), enquanto que, os medicamentos imunobiológicos (Adalimumabe “Humira” –  Abatacepte “Orência” - Etanercept 25 mg “Enbrel” –  Etanercept 50 mg “Enbrel” – Tocilizumabe “Actemra” – Golimumabe “Simponi”), são obrigações do Ministério da Saúde, mas ambos, os medicamentos são armazenados e distribuídos pelas Secretarias Estaduais de Saúde, através das Farmácias de Alto Custo, mas ainda assim, o Ministério da Saúde, não pode alegar que não existe falta de medicamentos para Artrite Reumatoide, pois existe sim, esses medicamentos estão em algum lugar, menos na casa desses 202 pacientes com Artrite Reumatoide e outros tantos que não preencheram esse formulário de denúncia.

Talvez vale um bom investimento na infraestrutura de logistica de armazenamento e distribuição entre Ministério da Saúde x Secretarias Estaduais de Saúde e Unidades das Farmácias de Alto Custo, pois os pacientes de Artrite Reumatoide, muitas vezes, perdem a eficácia ao um tratamento com medicamento biológico, por conta de atrasos frequentes e recorrentes na entrega de medicamentos biológicos.

Se você é paciente e convive com essa dificuldade de garantia de acesso, aos medicamentos da farmácia de alto custo, registre sua denúncia em nosso formulário eletrônico, click neste link: http://goo.gl/forms/iXJxRGwd7C  ou preencha abaixo:

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Faltam medicamentos para doenças raras, denunciam associações

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Na reportagem da “Folha de São Paulo”, o Ministério da Saúde informou que não existe falta de medicamentos para Artrite Reumatoide, confira a matéria na integra. 

Não deixe de ler também “Falta de Medicamentos para Artrite Reumatoide”

Faltam medicamentos para doenças raras, denunciam associações

Pessoas com doenças crônicas e raras estão recebendo com atraso ou em quantidade insuficiente alguns medicamentos distribuídos pelo Ministério da Saúde.

O alerta parte de associações que reúnem hemofílicos, diabéticos e reumáticos, além das que dão assistência a pessoas com síndromes raras, como mucopolissacaridose, esclerodermia, Doença de Wilson e fibrose cística.

De acordo com as instituições, os medicamentos são de uso frequente e fundamentais para a qualidade de vida dos pacientes. A maior parte desses remédios é cotada em dólar e vem do exterior.

Fábio, 13, hemofílico, e sua mãe, Mariana Battazza Freire, vice da federação de hemofilia Fabio Braga/Folhapress

Fábio, 13, hemofílico, e sua mãe, Mariana Battazza Freire, vice da federação de hemofilia Fabio Braga/Folhapress

“Não é possível esperar. A questão é de vida ou morte”, completa Regina.”O impacto de ficar sem a medicação é imediato, com reflexos diversos no dia a dia”, diz Regina Próspero, da Associação Paulista dos Familiares e Amigos dos Portadores de Mucopolissacaridoses e Doenças Raras.

Pessoas com artrite reumatoide também reclamam de dificuldade de acesso a medicação para tratamentos.

Os relatos são de que o problema ocorre desde janeiro, em diferentes pontos do país.

“Uma pessoa que deixa de tomar um remédio básico por alguns dias pode passar a necessitar de outro mais complexo e de alto custo”, diz Priscila Torres, da ONG Encontrar.

DOSES PELA METADE

Já a FBH (Federação Brasileira de Hemofilia) reclama que, desde novembro de 2014, parte dos 12 mil hemofílicos do Brasil estão recebendo apenas a metade das doses de medicação necessárias para profilaxia.

Sem o procedimento, os pacientes desenvolvem problemas articulares que levam à deficiência física, invalidez e ao risco de morte.

Mariana Battazza Freire, vice-presidente da FBH e mãe de Fábio, 13, que é hemofílico, diz que há um descontrole na manutenção de estoques estratégicos dos remédios. Segundo ela, os pacientes estão sendo prejudicados pela falta dos medicamentos usados no controle da doença.

“Desde fevereiro o Ministério da Saúde tem informado que vai normalizar a situação, mas nada acontece. Isso provoca transtornos para as pessoas que precisam ir semanalmente até os pontos de distribuição tentar conseguir a medicação”, afirma.

A Associação Pró-Cura da ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica) diz que há falta, na rede pública, do Riluzol. Em farmácias, o remédio está disponível por cerca de R$ 1.000.

A Associação de Diabetes Juvenil informou que há dificuldade de acesso a kits para controle da doença em Estados como Pará e Rio Grande do Sul.

OUTRO LADO

Em nota, o Ministério da Saúde negou que estejam ocorrendo atrasos ou irregularidades na distribuição de medicamentos, conforme relataram as associações à reportagem.

A pasta informou que parte da responsabilidade pelo fornecimento dos remédios cabe a Estados e municípios, que estão com os repasses financeiros federais em dia.

Sobre a demanda dos hemofílicos, o ministério informou que foram regularizados neste mês os estoques em todos os Estados do medicamento para a profilaxia dos pacientes em casa e que não recebeu reclamações de falta de outro tipo de insumo.

Informou que, no total, adquiriu 180 milhões de unidades, em dezembro de 2014, “quantidade suficiente para abastecer o país por um ano”.

Em relação aos kits para diabéticos, o órgão declarou que a compra desses insumos cabe a Estados e municípios.

A respeito da falta de Riluzol para pessoas com esclerose lateral amiotrófica, o Ministério da Saúde informou que a aquisição do medicamento cabe às secretarias de Saúde estaduais, com repasses federal. Disse que o envio desses recursos está em dia.

No caso da artrite reumatoide, a pasta declarou que “não há registro de falta de nenhum medicamento” que caiba à competência federal.

JAIRO MARQUES DE SÃO PAULO

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2015/04/1618340-faltam-medicamentos-para-doencas-raras-denunciam-associacoes.shtml

Se você está sem medicamento de alto custo, cadastre sua denúncia em nosso formulário eletrônico: http://goo.gl/forms/iXJxRGwd7C

Falta-Medicamento-Folha-SP-18-04-15

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Analgésicos aparentemente sem efeitos colaterais, estão em pesquisa!

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Pesquisas sugerem novos tratamentos para a dor crônica que atinge 30% dos ocidentais

Erros na comunicação dos neurônios e a influência do álcool são fatores estudados. Brasileiros desenvolvem nova classe de analgésicos

Das armas do corpo, a dor é uma das mais eficientes. Ela acusa, em questão de segundos, um perigo iminente ao organismo, que busca formas de se proteger. Para algumas pessoas, porém, a ferramenta é mais sinônimo de sofrimento do que de sobrevivência. Em algum momento da vida, uma confusão nos sentidos transforma o desconforto normal em um distúrbio incurável e de difícil tratamento. Trata-se da dor crônica, um problema que instiga cientistas de todo o mundo inspirados pelo lema de que, quanto antes começar a intervenção, mais leve será o dia a dia do paciente.

Pesquisadores da Escola de Medicina de Harvard identificaram na medula espinha um importante mecanismo neural que envia sinais de dor errôneos ao cérebro. Há neurônios específicos envolvidos nesse processo. Segundo Martyn Goulding, coautor do estudo, mesmo feita em ratos, essa descoberta inédita permite aos cientistas começarem a desvendar a “caixa-preta” do problema em humanos. “Identificar os neurônios que compõem esses circuitos é o primeiro passo na compreensão de como a dor crônica decorre de processamento neural disfuncional (…) Pode ser que algo dê errado no funcionamento desse circuito espinhal e faça com que sensações emerjam com a dor”, explica. Entender o processo por completo pode ajudar, por exemplo, no desenvolvimento de remédios que neutralizem a ação das células nervosas defeituosas.

Também nos Estados Unidos, uma equipe da Universidade de Syracuse identificou uma associação perigosa do problema crônico com o consumo de álcool: o excesso de ingestão provoca mais desconforto. É comum, no entanto, pacientes recorrerem a bebidas alcoólicas para ofuscar a dor incapacitante. Doses moderadas, entretanto, podem se mostrar benéficas. “Pesquisas futuras podem informar aplicações teóricas e clínicas por meio da análise das relações temporais entre dor e consumo de álcool, ajudando no desenvolvimento de novas intervenções”, escreveram no artigo divulgado.

Pesquisadores do Instituto Butantan e da Universidade Stanford trabalham em uma molécula sintética que poderá dar origem a uma nova classe de analgésicos aparentemente sem efeitos colaterais, como dependência e complicações cardiovasculares. A Alda ativa a enzima ALDH2, que degrada os aldeídos — compostos formados em processos inflamatórios e que causam a sensação de dor. Quanto mais ativa for a ALDH2, menor é a quantidade de aldeídos — e, consequentemente, a dor. A molécula foi testada em ratos com inflamações e apresentou resultados promissores. A próxima etapa consiste em tratar, ainda em animais, o desconforto mais crônico, como o causado pela artrite reumatoide.

Pesquisa-Novos-Medicamentos

Incidência
A Associação Internacional para o Estudo da Dor estima que o problema crônico afete o bem-estar fisiológico e psicológico de 15% a 30% dos adultos nos países ocidentais. Nos EUA, o número de adultos com dor crônica é estimado em 100 milhões. Um levantamento divulgado em 2013 pela Sociedade Brasileira de Estudos para a Dor (Sbed) mostrou que, aqui, a doença alcança até 40% da população, variando conforme a unidade da Federação.

“Uma lesão cicatriza em três ou quatro semanas e, se for em um tecido mais difícil, em até três meses. Quando a dor passa desse tempo, é um sinal de que há algo errado”, alerta Luís Cláudio Modesto, neurocirurgião funcional do Hospital Santa Luzia. Segundo o médico, que também é membro da Sbed, a dor anormal é processada por um circuito “doente, estranho, desorganizado e confuso”.

Existem alguns fatores para isso. Um deles é individual, o que significa que algumas pessoas são mais predispostas a desenvolver a enfermidade. “Se 100 soldados enviados para a guerra fossem alvejados na mesma mão e com a mesma arma, de 5% a 7% desenvolveriam o mal por terem características neurológicas e moleculares específicas”, exemplifica Modesto.

O médico acrescenta que a própria memória da dor pode desencadear o descontrole dos sentidos. Uma pessoa que sofre do problema durante muito tempo ou é vítima de uma dor mal tratada tem mais chances de desenvolver o problema crônico. “A dor aguda pode evoluir para esses processos mais graves e que costumam se agravar cada vez mais com o tempo”, esclarece Modesto.
“Uma lesão cicatriza em três ou quatro semanas e, se for em um tecido mais difícil, em até três meses. Quando a dor passa desse tempo, é um sinal de que há algo errado” – Luís Cláudio Modesto, neurocirurgião funcional do Hospital Santa Luzia.

Eliete passou a ter dor neuropática depois de uma cirurgia de hérnia de disco: dificuldade até para sair da cama

Eliete passou a ter dor neuropática depois de uma cirurgia de hérnia de disco: dificuldade até para sair da cama

 Sistema nervoso comprometido
Há um terceiro fator coadjuvante no aparecimento da dor crônica: o acometimento direto ou indireto do sistema nervoso central ou periférico. As doenças e lesões que afetam regiões próximas aos nervos ou que os atingem, principalmente os mais próximos da coluna, costumam ter papel de destaque no aparecimento do problema. É o caso da neuropática, que ataca a medula ou o plexo nervoso — rede de nervos que se entrecruzam. Eliete Silva Rodrigues, 58 anos, convive com o desconforto há mais de 10 anos. Os prejuízos foram tantos que ela precisou se aposentar por invalidez.

Tudo começou em 2003, após uma cirurgia na coluna para tratar uma hérnia de disco. Desde então, Eliete foi submetida a diversas intervenções cirúrgicas. Mesmo assim, continua sofrendo com tormentosas sensações de ardência nas costas e nas pernas, além de restrições sociais. “Mais ou menos 80% das cirurgias de coluna dão certo. Das 20% que não dão, 5% dos pacientes não se recuperam e eu estou dentro desse percentual”, lamenta.

Por causa das dores, Eliete ficou quatro meses acamada e seis dias em coma. Até então, nunca tinha ouvido falar de dor crônica. Só teve os sintomas amenizados quando recebeu o primeiro implante neuroestimulador. Esse tratamento, explica Luís Cláudio Modesto, neurocirurgião funcional do Hospital Santa Luzia, é o mais moderno disponível. Consiste em um circuito de fios e eletrodos que induzem uma atividade elétrica saudável. “Essa espécie de marca-passo é colocada onde o médico considerar mais apropriado, e os fios ficam na região do sistema nervoso que está doente. Então, se tem uma dor na perna que vem da coluna, o fio fica lá”, detalha o médico.

Eliete já colocou três, sendo que os dois primeiros eram menos modernos. “O que utilizo hoje pode se recarregado em casa e é bipolar, funciona nos dois lados do corpo”, conta. A fisioterapia, a hidroterapia e a medicação oral ajudam. O acompanhamento psicológico também. “ Não posso fazer coisas simples, como varrer a casa, nem dançar. Tento ter uma vida quase normal, mas, às vezes, a dor é tanta que mal saio da cama”, queixa-se.

Especialista em dor crônica do Hospital Universitário de Brasília (HUB), Tiago da Silva Freitas aponta que há fatores emocionais envolvidos no problema. “Naturalmente, o paciente deprimido tem um limiar de dor mais baixo. Isso, além de tudo, gera angústia, ansiedade, tristeza e limitação”, diz. O problema, segundo ele, também varia conforme o sexo e a idade, sendo as mulheres e os idosos os mais suscetíveis. É possível, portanto, que haja uma influência hormonal. “Não existe uma resposta para isso. De forma geral, as mulheres têm um limiar de dor maior, mas também sofrem mais com a forma crônica da sensação. Nesse sentido, a fibromialgia é a mais comum”, diz o também coordenador do Instituto da Dor de Brasília.

Paulo Castro Carneiro, comerciante de 53 anos, consegue resolver as dores crônicas apenas com uma palmilha especial. Corredor de rua há 10 anos, ele desenvolveu metatarsalgia. “Ao aumentar o volume dos treinos, comecei a sentir o desconforto como se estivesse embaixo do dedo do meio do pé. Dói se eu andar descalço ou na praia. Não tem cura, mas existe uma forma de lidar com isso, que é a adaptação dos calçados”, conta.

Freitas ressalta que a avaliação do médico é fundamental para a definição do melhor tratamento e o diagnóstico correto do problema. “Às vezes, o paciente roda em vários consultórios e é tratado com analgésicos comuns, mas há uma série de opções, das mais conservadoras, como medicamentos, até as alternativas, como acupuntura”, diz, fazendo outro alerta em seguida: “Quanto mais dor crônica, menor o limiar de dor. A gente não pode ser conivente com isso”. (IO)

Volume no antepé
Quem sofre com o problema tem a sensação de que está andando sobre pedras ou como se houvesse uma bola ou meia dobrada no antepé, o que causa queimação ou dor difusa. Fatores que provocam estresse adicional na parte dianteira do pé podem causar a metatarsalgia, como o excesso de peso, o uso de sapato alto e o joanete. Há casos também em que a anatomia do pé facilita o desenvolvimento do problema. Massagens, fisioterapia motora e alongamento estão entre as intervenções propostas. Tratamentos mais invasivos preveem a injeção de medicamentos na articulação comprometida ou em torno do nervo irritado.

Fonte: Correio Braziliense

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Psoríase doença crônica, inflamatória de pele e não contagiosa – Estudo Clear

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Entenda a Psoríase

  • Psoríase é uma doença crônica inflamatória de pele, não contagiosa. Ela atinge cerca de 2% da população mundial e cerca de 125 milhões de pessoas1,2. No Brasil, aproximadamente, três milhões3 de pacientes sofrem com os sintomas da doença, que se caracteriza pela formação de lesões avermelhadas grossas e extensas, comumente em formato de placas, que causam coceira, descamação intensa de pele e dor1.
  • Existem diversos tipos de psoríase, classificados de acordo com a localização e características das lesões, porém, a forma em placas é a mais comum, atingindo de 80 a 95% dos pacientes4. Um terço dos pacientes com psoríase em placas é diagnosticada como moderada à grave, que são formas mais severas da doença e, portanto, mais complexas de se tratar5. Esta classificação é feita quando mais de 10% do corpo do paciente é atingido pela psoríase. Além disso, o paciente pode também apresentar comprometimento de mãos e pés, com impacto direto em sua vida4.
  • Cerca de 30% dos pacientes apresentam comprometimento articular – artrite psoriásica-, que atinge as pontas dos dedos das mãos e dos pés e as grandes articulações como a do joelho, causando dor e inchaços6.
  • A psoríase afeta negativamente a vida das pessoas, tanto física quanto psicologicamente7,8. Os sintomas físicos são muitas vezes dolorosos e incluem sensação de queimação, dor nas articulações, coceira e dor na pele 7-9. Esses fatores limitam regularmente a capacidade das pessoas para realizar atividades diárias e impactam diretamente em sua rotina7. O efeito da psoríase na qualidade de vida tem se mostrado semelhante ao de patologias como o câncer, doenças cardíacas, artrite, diabetes tipo 2 e depressão10.
  • A psoríase não tem cura, mas com o tratamento adequado é possível conviver bem com a doença. E o mais importante é ressaltar que não se trata de uma doença contagiosa, por isso, não é necessário evitar o contato com pessoas portadoras de tal condição. Cerca de 81% dos pacientes com psoríase se sentem constrangidos em expor o corpo a outras pessoas e 27% tem dificuldades na vida sexual, de modo que sua vida social e emocional é afetada11.
    Infográfio Psoríase_Final_1903Infográfico Psoríase_PASICausas da psoríase

    Não se sabe ao certo o que causa a psoríase, mas sabe-se que seu desenvolvimento está relacionado ao sistema imunológico, às interações com o meio ambiente e à suscetibilidade genética12.

    Considera-se que os sintomas da psoríase começam com uma combinação de agentes externos desencadeantes, associados à suscetibilidade genética, que estressam as células da pele. Esta situação ativa o sistema imune, movendo um processo inflamatório intenso na pele, acometendo tanto a epiderme, como a derme1.

    O papel do sistema imunológico na psoríase

    O sistema imune produz numerosas proteínas chamadas citocinas, que servem como “mensageiros” que coordenam a comunicação entre os diferentes tipos celulares em resposta a uma infecção13. Uma dessas citocinas, a interleucina-17A (IL-17A) desempenha um papel-chave no processo inflamatório que leva ao desenvolvimento da psoríase 13- 16.

    Um aumento dos níveis de IL-17A na pele, mesmo sem causa definida, ou seja, mesmo que não seja por infecção, pode desencadear uma resposta imune importante promovendo um processo inflamatório intenso. Com isso teremos o aparecimento de alguns dos sintomas características da doença, como prurido e vermelhidão1. Além disso, a proteína IL-17 estimula a proliferação intensa de dos queratinócitos (um dos tipos de células que compõem a camada mais externa da pele – epiderme) à uma taxa mais elevada do que o normal, promovendo o aparecimento do sintoma mais característicos da psoríase: a intensa descamação e espessamento da pele1.

    A proteína IL-17A é encontrada em concentrações até 6 vezes mais elevadas na pele dos pacientes afetada pela psoríase do que em pacientes saudáveis17. O aumento dos níveis de IL-17A na pele também tem sido associado a uma doença mais grave18.

    O que é a IL-17A?

    Interleucina-17A (IL-17A) é uma das citocinas do corpo que atuam como “mensageiras” para coordenar a comunicação entre células do sistema imunológico 19-24. Esta citocina costuma trabalhar sinalizando para as células que combatem as infecções, que e o organismo precisa gerar uma resposta imunológica para eliminar o invasor causador da infecção 19-24.

    IL-17A também foi identificada com papel chave em várias doenças mediadas pelo sistema imunológico, tal como a psoríase em placas. Deste modo é considerada como um alvo ideal para novos medicamentos que visam ao tratamento desta doença 13,25-27. Além disso, estudos sugerem que a inibição direta IL-17A não compromete a resposta imunológica, de modo que o sistema imune continua com a sua capacidade de detectar e combater eventuais infecções 28-30.

    Interleucina17-A

    Referências Bibliográficas

    Nestle FO, Kaplan DH, Barker J. Psoriasis. N Engl J Med 2009; 361(5):496-509.

    2 Brezinski EA, Armstrong AW. Off-Label Biologic Regimens in Psoriasis: A Systematic Review of Efficacy and Safety of Dose Escalation, Reduction, and Interrupted Biologic Therapy. PLoS ONE; 7(4):e33486.

    4  EMEA Guideline on Clinical Investigation of Medicinal Products Indicated for the Treatment of Psoriasis; November 2004

    5 R. SALGO & D. THAÇI. Treatment of moderate-to-severe plaque psoriasis. G 1TAL DERMATOL VENEREOL 2009;144:701-11.

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    11Consenso Brasileiro de psoríase 2012. Disponível em http://www.ufrgs.br/textecc/traducao/dermatologia/files/outros/Consenso_Psoriase_2012.pdf. Último acesso em 12 de fevereiro de 2015.

    12Portal da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Disponível em http://www.sbd.org.br/psoriase-doenca-afeta-3-milhoes-de-brasileiros/. Último acesso em 02 de outubro de 2014.

    13 Onishi RM, Gaffen SL. Interleukin-17 and its target genes: mechanisms of interleukin-17 function in disease. Immunology. 2010; 129: 311-21.

    14 Ivanov S, Linden A. Interleukin-17 as a drug target in human disease. Trends in Pharmacological Sciences 2009; 30(2):95-103.

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    16 Rapp SR, Feldman SR, Exum ML, Fleischer AB, Jr., Reboussin DM. Psoriasis causes as much disability as other major medical diseases. J Am Acad Dermatol 1999; 41(3 Pt 1):401-7.

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    18 Arican O, Aral M, Sasmaz S, et al. Serum levels of TNF-alpha, IFN-gamma, IL-6, IL-8, IL-12, IL-17, and IL-18 in patients with active psoriasis and correlation with disease severity. Mediators Inflamm. 2005; Oct 24;2005(5):273-9.

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    22Medzhitov R. Origin and physiological roles of inflammation. Nature 2008; 454(7203):428-4.

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    28Patel DD, Lee DM, Kolbinger F, et al. Effect of IL-17A blockade with secukinumab in autoimmune diseases. Ann Rheum Dis. 2012 December 9 [Epub ahead of print].

    29 Puel A, Cypowyj S, Bustamante J, et al. Chronic mucocutaneous candidiasis in humans with inborn errors of interleukin-17 immunity. Science. 2011;332:65-68.

    30Puel A, Döffinger R, Natividad A. Autoantibodies against IL-17A, IL-17F, and IL-22 in patients with chronic mucocutaneous candidiasis and autoimmune polyendocrine syndrome type I. J Exp Med. 2010;207:291-297.

    31Estudo Clear (secuquinumabe x ustekinumabe). Disponível em: https://clinicaltrials.gov/ct2/show/NCT02074982?term=secukinumab+and+ustekinumab&rank=1 Acessado a: 19 de março de 2015

    32 McLeod LD, Mallya UG, Fox T, Strober BE. “Psoriasis Patients With PASI 90 Response Achieve Greater Health-Related Quality-of-Life Improvements Than Those With PASI 75 Response.” European Association of Dermatology and Venereology Congress. Amsterdam, Netherlands. 10 October 2014.

    33 Estudo realizado pela Ipsos Healthcare entre 15/09 e 15/10 com abrangência no Brasil, 1.000 entrevistas domiciliares (F2F) em 70 cidades, sendo 9 regiões metropolitanas na população de 16 anos ou mais. Essas pessoas foram distribuídas regionalmente no Brasil: Nordeste: 22 municípios | Norte/Centro-Oeste: 6 municípios | Sudeste: 30 municípios | Sul: 12 municípios.O presente estudo possui uma margem de erro amostral de 3 p.p.

    Infográfico Psoríase 

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Secuquinumab – Interleucina 17-A (ILA 17-A)

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Secuquinumab é um novo medicamento biológico, aprovado pelo FDA (Estados Unidos), ainda não aprovado no Brasil, para o tratamento da Psoriáse, durante os estudos clínicos observou-se sua capacidade de tratar outras doenças imunomediadas (doenças autoimunes), por isso, segue em estudos clínicos para indicação de uso na artrite psoriásica, espondilite anquilosante e artrite reumatoide.

Secuquinumab é um anticorpor que se liga a (-17 a interleucina (IL)) proteína que está envolvida na inflamação, ao ligar-se a IL-17A, Secukinumab impede de ligar-se ao seu receptor e inibe sua capacidade de desencadear o processo inflamatório presente nessas doenças imunomediadas.

Secuquinumab na Psoríase: 

Aprovado pelo FDA (Food and Drug Administration) em Janeiro de 2015, para o tratamento de adultos com Psoríase em placas moderadas à grave. 

Administrado por injeção subcutânea (na pele, tipo insulina).

A Segurança e eficácia do Secuquinumab foram estabelecidas em quatro ensaios clínicos com um total de 2.403 participantes com psoríase em placas que eram candidatos a fototerapia ou terapia sistêmica, mais de um quarto dos pacientes que tomaram Secuquinumab, conseguiram alcançar melhoria de % na pele, segundo a avaliação de PASI 100, aproximadamente 82% dos pacientes no mesmo estudo obteveram uma melhoria de 75% em sua pele. 

No Brasil, Secuquinumab vai entrar ainda em estudos clínicos. Uma esperança à caminho :)

Veja o infográfico de Secuquinumab – Interleucina 17-A (ILA 17-A) atuando na Psoriáse em Placas

Interleucina17-AFonte: www.fda.gov

Infográfico: Novartis.

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