Artrite Reumatoide e o vício em medicamentos narcóticos “faixa preta”

vicioHomem com artrite reumatoide, viciado em analgésicos, essa matéria traz o relato de um homem americano viciado em analgésico narcótico, apesar do homem viver nos Estados Unidos, essa realidade é muito frequente para as pessoas com artrite reumatoide no Brasil, onde muitas vezes na busca por viver sem dor, se tornam dependente de medicamentos narcóticos para controle da dor, para dormir, diminuir ansiedade e enfim, não devemos nunca nos esquecer que a artrite reumatoide é uma doença crônica que deve ser tratada com medicamentos que tenham por objetivo controlar a atividade da doença, os medicamentos controlados para dor, precisam ser indicados com fortes critérios médicos.

Nós pacientes precisamos pensar sempre que a dor de forte intensidade na artrite reumatoide, está ligada a atividade da doença ou a deformidades e degenerações causadas pela doença, é preciso sempre atacar o foco da dor e não se focar em consumir mais e mais medicamentos de faixa preta para dor. A dor da artrite somente estará menor se atingirmos o foco da dor, ou seja, tratando a doença.

E sejamos, sinceros todos nós pacientes com AR, quando queremos fazer alguma atividade extra, como ir as compras, fazer uma faxina em casa, enchemos a cara de analgésicos, isso não nos faz bem, mas nós fazemos isso e nunca contamos para os nossos médicos. Vamos nos cuidar melhor e ficarmos atento, medicamentos narcóticos viciam sim! Cuidado!!

Precisamos aprender a usar com consciência os medicamentos narcóticos para dor.
Dores

Leia essa história e repense sobre o uso de medicamentos de uso controlado. 

Especialista em abuso de drogas explica como o vício inibe a capacidade de resistir ao uso e porque a internação contra a vontade ainda é uma questão controversa

“Eu sou viciado em analgésicos”, disse J., um atarracado trabalhador da construção civil, em uma tarde na sala de emergência, com a esposa ao seu lado. Dois anos antes, depois de meses de dor , rigidez e inchaço nas mãos e pescoço, o clínico geral de J. havia lhe dado um diagnóstico de artrite reumatoide e prescrito três medicamentos: dois para retardar a doença e outro, oxicodona, para a dor.

Amparado pelo analgésico, J. se sentiu mais ágil e ativo do que em todos os últimos anos que vivera. “Finalmente consegui ficar à altura dos outros caras”, disse.

Ele começou a trabalhar ainda mais e a dor piorou. O clínico geral aumentou a dose de oxicodona. Não demorou até que J. começasse a desejar mais o barato do que o alívio que os comprimidos traziam. Ele consultou dois outros médicos que, sem saber que ele já estava recebendo receitas de outros, prescreveram medicamentos similares. Quando um colega de trabalho se ofereceu para lhe vender analgésicos sem intermediários, a situação saiu de controle.

No momento em que eu o vi, ele estava tomando dezenas de comprimidos por dia, muitas vezes os esmagando e cheirando para acelerar o efeito. Com uma franqueza notável, ele descreveu como as drogas tinham marcado todos os aspectos de sua vida – desde dias de trabalho perdido até dívidas crescentes, estado de saúde em deterioração e tensões conjugais. Porém, quando eu listei as opções de tratamento que poderiam ajudá-lo, J. balançou a cabeça, olhou para mim e para a esposa, e se levantou.

“Eu consigo ficar bem”, disse ele, levantando as mãos. Em seguida, saiu da sala. O desespero tomou o rosto de sua esposa. “Por favor”, disse ela, agarrando o meu braço, “você não pode deixar que ele saia”.

Por duas vezes, ela havia encontrado o marido caído no chão do banheiro na semana anterior. Nas duas ocasiões, não conseguiu despertá-lo. Embora ela tenha ligado para o 911, número de atendimento de emergências nos Estados Unidos, o hospital liberou J. poucas horas depois de ele ter sido admitido e insistido que a overdose havia sido acidental.

“Eu simplesmente sei que vou voltar para casa um dia e encontrá-lo morto”, disse a mulher.

Ela tinha bons motivos para se preocupar. O abuso de medicamentos prescritos é o problema de vício em drogas que mais cresce nos Estados Unidos. A cada 19 minutos, alguém morre em decorrência de uma overdose de medicamentos nos Estados Unidos, o triplo do índice registrado em 1990. E de acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças, os analgésicos (como a oxicodona) são os grandes culpados disso. Há mais mortes de pessoas motivadas pela ingestão dessas drogas do que pelo uso total de cocaína e heroína. No entanto, embora compartilhasse da preocupação da esposa de J., havia pouco que eu pudesse fazer para forçá-lo a ingressar em um tratamento.

Meu hospital fica em Rhode Island, um dos pouco mais de dez estados onde não existe tratamento obrigatório para alguém como J. (isto é, alguém que não está sob a competência do sistema de justiça criminal). Se J. fosse morador de Massachusetts, nas proximidades – ou de um dos mais de 20 outros estados que permitem o tratamento involuntário da dependência – eu teria sugerido que sua esposa pedisse a um juiz que forçasse o marido a se tratar. Se tivéssemos nos encontrado em qualquer de uma dúzia de outros estados, eu poderia, por conta própria, ter internado J. – contra a sua vontade, por até vários dias.

Os requisitos para o tratamento involuntário do vício variam amplamente em todo o país, desde o uso da substância representar um grave perigo para alguém, para os outros ou para os seus bens, até o comprometimento do discernimento para a tomada de decisões, ou até mesmo algo tão vago quanto perder o controle sobre si mesmo.

Os estados abordam o tratamento obrigatório da doença mental com uma uniformidade muito maior. Nesse caso, ele é permitido em todos, e quase todos o restringem aos casos em que o paciente representa um perigo imediato para si mesmo e para os outros.

Essa norma comum deriva de uma série de processos judiciais federais que estabeleceram requisitos processuais e materiais para declarações de saúde mental. Mas embora a admissão de dependentes que não aceitaram ser tratados não seja nova, ela tem recebido bem menos atenção judicial.

Em um caso de 1962, Robinson v. Califórnia, o Supremo Tribunal considerou que embora a condenação declarada exclusivamente por conta da dependência de drogas fosse inconstitucional, “os estados podem estabelecer um programa de tratamento obrigatório para os viciados em narcóticos”. Muitos o fizeram, outros não. O alto tribunal ainda tem que rever a questão.

Outro fator complicador é discordância da sociedade quanto à definição de vício: uma doença, uma falha moral ou um meio termo entre os dois. Muitos (muitas vezes os próprios pacientes) veem o abuso de drogas simplesmente como uma escolha. Sob este ponto de vista, justificar a autonomia perdida e a despesa para os contribuintes que sustentam o tratamento obrigatório se torna algo difícil.

No entanto, cada vez mais pesquisas têm revelado que a situação da dependência é muito mais complicada do que isso. Os conceitos cognitivos que nós normalmente associamos à “força de vontade” – motivação, determinação e capacidade de adiar a satisfação, resistir aos impulsos, considerar e fazer escolhas entre alternativas – surgem de diferentes vias neurais no cérebro .

Os elementos característicos do abuso de drogas – desejo, intoxicação, dependência e retirada – correspondem às interrupções desses circuitos. Uma série de fatores genéticos e ambientais serve para reforçar ou atenuar esses efeitos. Esses dados ressaltam as maneiras poderosas por meio das quais o vício constrange a capacidade de resistir.

A existência irregular de leis ligadas ao tratamento involuntário para o vício criou algo estranho na Medicina: um cenário em que o padrão de atendimento difere radicalmente de um lugar para o outro. Mas há indícios de que mudanças estão a caminho. Em março, o Estado de Ohio aprovou uma lei autorizando internações involuntárias relacionadas a substâncias. A Pensilvânia está considerando um projeto de lei semelhante.

Em julho, o Estado de Massachusetts estend eu seu prazo máximo de tratamento involuntário de vício de 30 para 90 dias, um movimento impulsionado pela crescente epidemia de abuso de opiáceos na região. No mesmo mês, no entanto, a Califórnia encerrou seu programa de tratamento involuntário do abuso de drogas.

Essas mudanças chegam em um momento em que cada vez mais seguradoras privadas se recusam a cobrir até mesmo internações breves para tratamento do abuso de opiáceos, e em que os estados vivenciam uma séria escassez de recursos. Ainda assim, embora períodos curtos de internação involuntária façam sentido intuitivamente – proteger o paciente até que os efeitos da intoxicação se atenuem – há surpreendentemente poucos indícios sugerindo que um período de tratamento involuntário mais longo possa levar à abstinência ou impedir o comportamento que justificou a internação forçada do paciente. A ciência deve orientar a elaboração dessas leis; porém, por enquanto, não há embasamento empírico que as sustente judicialmente.

Enquanto observava o rosto pálido da esposa de J., decidi falar com ele novamente. Sem ter mais recursos para insistir que ele ficasse, eu sabia que ela queria que eu mudasse a opinião do marido. Ele estava perto da saída, de braços cruzados, com casaco fechado. Esperei ao lado dele. Por vários momentos, ele não disse nada. Então, eu me perguntei em voz alta se ele temia a dor física que existia para além de seu vício. Sem olhar para mim, concordou.

“E se pudermos encontrar uma maneira de tratar a sua dor e também dar um fim à dor que ela está causando a você e à sua família?”, perguntei. “Talvez, juntos, possamos ajudá-lo a ter a sua vida de volta.”

J. parou por um momento para considerar minha oferta. Por um instante, sua expressão se suavizou. Então, sem mais demora, sacudiu a cabeça e foi embora. A esposa o seguiu, em lágrimas.

Fonte:  Mídia News

Texto original na minha Coluna RecomeçAR no Portal Reumatoguia

Campanha Conscientização sobre a Esclerose Sistêmica – Esclerodermia

IMG_20140628_193658Eu faço parte da seleção de guerreiros da ABRAPES!

ABRAPES realiza campanha nas redes sociais mobilizando portadores de Esclerodermia e apoiadores famosos.

O Mês de junho é conhecido como o mês da conscientização da Esclerodermia.
A esclerodermia é uma doença auto-imune, progressiva e incapacitante. Em termos de gravidade e prognóstico pode variar muito. Para alguns pacientes pode ser somente um incômodo, mas para outros é uma doença grave e letal.

São dois os tipos: a forma sistêmica (esclerose sistêmica) que afeta os órgãos e sistemas internos do organismo além da pele, e a forma localizada, que afeta uma área localizada da pele. Existem medicações que retardam a evolução da doença e auxiliam no controle dos sintomas, mas ainda não existe cura. A esclerodermia afeta em torno de 30 a 300 para cada 1 milhão de pessoas no mundo.
Maria do Rosário Costa Mauger, presidente da ABRAPES – Associação Brasileira de Portadores de Esclerose Sistêmica – vem desenvolvendo um trabalho de conscientização da doença ajudando e orientando portadores e familiares. Ela conta com o apoio do médico especialista em Esclerodermia que é presidente do Conselho Científico da ABRAPES, Dr. Percival Degrava Sampaio Barros e de portadores voluntários.
Nesse mês, a ABRAPES está realizando a campanha “NADA SUPERA NOSSA LUTA” que foi idealizada pela presidente da associação e a voluntária Cristina Pelizari, portadora de esclerodermia e aposentada por invalidez devido a Hipertensão Arterial Pulmonar (doença adquirida por causa da esclerose sistêmica). Assim como ela, outros portadores tiveram sua vida profissional interrompida por conta da doença. Segundo Cristina, “o portador de uma doença rara é repleto de limitações, não podendo realizar pequenos afazeres que para a maioria é extremamente normal.

O portador vive a cada dia buscando sua própria superação e lutando para adquirir melhor qualidade de vida e melhores tratamentos. Daí surgiu o slogan de nossa campanha, porque nada vai superar a nossa luta por uma sobrevida de melhor qualidade.”

Qualquer pessoa pode participar da campanha de conscientização da ABRAPES.

capaBasta adquirir a camisa, fazer uma foto e enviar para abrapes@yahoo.com.br.
A foto será inserida no card “Seleção de Guerreiros”, publicada nas redes sociais e em um vídeo institucional. Eduardo Suplicy (senador), Mara Gabrilli (deputada federal), Felipe Reis (ator), Joana Cortez e Samantha Barijan  (atletas), Mônica Rangel (Chef) dentre outros,  já estão apoiando a campanha. No dia 29, dia internacional de conscientização da esclerodermia, portadores e apoiadores são convidados a postarem seus cards nas redes sociais com a seguinte hastag: #nadasuperanossaluta.
capa (1)Mais informações: www.abrapes.org.br, no facebook e twitter.

Esclerose Sistêmica

Existem dois tipos de esclerose sistêmica (ES): ES cutânea limitada e ES cutânea difusa. A diferença entre a ES limitada e a ES difusa é a extensão do acometimento da pele. Na ES limitada, o espessamento da pele envolve somente mãos e antebraços, pernas e pés. Na ES difusa, as mãos, antebraços, braços, pés, pernas, coxas e tronco estão acometidos. A face está acometida nas duas formas clínicas da ES. A importância em se fazer a distinção entre a ES difusa e limitada é que a extensão do acometimento da pele pode refletir o grau de acometimento de órgãos internos.

A esclerose sistêmica sine scleroderma é uma situação pouco freqüente (menos de 5% dos casos) na qual existem evidências de acometimento “esclerodérmico” de um órgão interno antes do aparecimento do espessamento da pele.

Diversas características clínicas podem ocorrer tanto na ES difusa quanto na ES limitada. O fenômeno de Raynaud, por exemplo, ocorre em ambas. O fenômeno de Raynaud é uma situação clínica onde os dedos se tornam pálidos ou azulados quando expostos ao frio, e voltam a se tornar avermelhados após o aquecimento. Estes episódios são causados por um vasoespamo dos pequenos vasos sanguíneos dos dedos. À medida que o tempo passa, estes pequenos vasos sanguíneos podem ficar danificados, de maneira que a circulação pode ficar totalmente comprometida nesta área. Este processo pode levar ao aparecimento de microulcerações de polpas digitais. O fenômeno de Raynaud acomete mais de 95% dos pacientes, nas formas clínicas difusa e limitada, podendo causar úlceras digitais dolorosas.

O esôfago também costuma estar afetado em quase todos os pacientes esclerodérmicos. A perda de sua motilidade pode acaretar engasgos freqüentes às refeições, e o refluxo do ácido gástrico para o esôfago pode causar queimação na “boca do estômago”.

Telangiectasias são pequenas manchas vermelhas que aparecem nas mãos, braços, face e tronco. Representam diminutos vasos sanguíneos da pele que se dilataram. As talangiectasias não trazem nenhum perigo, mas são desagradáveis do ponto de vista cosmético, especialmente quando ocorrem na face. A presença de telangiectasias em esôfago, estômago e intestinos pode ocorrer em alguns pacientes, e causar sangramentos.

Pessoas com a forma difusa da ES também podem desenvolver fibrose pulmonar (causando espessamento dos pulmões e interferindo com a respiração, também sendo conhecida como doença intersticial pulmonar) e acometimento renal e e intestinal.

Todos os pacientes esclerodérmicos devem fazer teste de função pulmonar periódico a fim de monitorar o desenvolvimento da fibrose pulmonar. Sintomas de doença pulmonar incluem tosse seca persistente e falta de ar. Contudo, nos estágios iniciais da doença, o paciente pode não manifestar sintomas, daí a importância da prevenção.

O acometimento renal ocorre mais freqüentemente na ES difusa, especialmente nos primeiros cinco anos após o diagnóstico, e geralmente se inicia com um súbito aumento da pressão arterial. Este aumento da pressão arterial pode não ter sintomas no início. Contudo, se não detectado e não tratado, este aumento da pressão arterial pode danificar os rins em questão de semanas, o que é conhecido como crise renal esclerodérmica. A chave para a prevenção de um dano renal permanente é a detecção e tratamento precoce com inibidores da enzima conversora da angiotensina.

O risco de extenso acometimento do tubo digestivo, com lentificação da motilidade de esôfago, estômago e intestinos, é maior nos pacientes com ES difusa. Estes sintomas incluem o empachamento pós-prandial (sensação de ficar “estufado” por tempo prolongado após as refeições), diarréia, e alternância de diarréia e constipação intestinal.

Calcinose se refere à presença de depósitos de cálcio nas estruturas da pele. Pode tomar a forma de nódulos firmes ou áreas como se fossem contusões que costumam ocorrer em dedos das mãos e cotovelos, mas podem acometer várias outras áreas do organismo. Por vezes, estes depósitos de cálcio podem drenar, formando uma fístula, que estravasa material esbranquiçado, com a consistência de pasta de dente.

Hipertensão pulmonar (HP) representa um aumento da pressão nos vasos sanguíneos dos pulmões. Este aumento de pressão é totalmente independente da pressão arterial, comumente verificada nos braços. Tende a correr nos pacientes com ES limitada com doença prolongada. O sintoma mais comum é a falta de ar aos esforços. Contudo, quando o paciente refere falta de ar, vários testes necessitam ser realizados para avaliar se a HP é a real culpada. Em caso do ecocardiograma com Doppler (o ultrassom do coração) estar alterado, poderá haver necessidade de realizar um cateterismo do coração direito, para aferir a exata pressão nos pulmões e testar outras anormalidades que podem causar HP. Em virtude de que atualmente existem várias medicações para tratar a HP, quanto mais precoce for o diagnóstico e tratamento, melhor tende a ser o prognóstico.

Tipos de Esclerodermia

A esclerodermia é uma doença auto-imune, o que significa uma situação onde o sistema imunológico ataca os tecidos do próprio organismo. O papel normal do sistema imunológico é o de garantir proteção contra invasores externos, como vírus. Nas doenças auto-imunes, esta capacidade de distinguir fatores externos do “self” (partes do próprio organismo) está comprometida. À medida que ocorre um ataque às estruturas do organismo, inflamação e danos celulares podem ocorrer.

A esclerodermia (o nome significa “pele dura”) pode variar muito em termos de gravidade e prognóstico. Para alguns pacientes representa apenas um incômodo, enquanto para outros é uma doença grave e letal, sendo para a maioria uma doença que afeta o modo como elas vivem o seu dia a dia. Embora existam medicações que lentificam a evolução da doença e auxiliam no controle dos sintomas, ainda não há cura para a esclerodermia.

Tipos de Esclerodermia

Existem dois tipos de esclerodermia: a forma sistêmica (esclerose sistêmica) que afeta os órgãos e sistemas internos do organismo além da pele, e a forma localizada, que afeta uma área localizada da pele, seja na forma de placas (morféia) ou acometendo uma faixa de um membro superior ou inferior (linear) ou uma faixa na testa (“golpe de sabre”). É extremamente raro que a forma localizada possa evoluir para esclerose sistêmica.

Diagnóstico

A segunda parte desta jornada começa após a confirmação do diagnóstico de esclerodermia. O início do diagnóstico pode ser caracterizado por alguns solavancos: um médico pode dizer que você tem esclerodermia, enquanto outro médico diz que não tem; os médicos podem discordar quanto à forma clínica e a intensidade da doença. Ou então, você pode ter um diagnóstico definido de esclerodermia e o médico dizer-lhe que a doença é “terminal”, intratável, ou que todos os tratamentos são experimentais. Todas estas situações são contadas por pacientes com esclerodermia, que dizem ter ficados furiosos e desencorajados. Você não está sozinho na sua frustração.

Sugestões

· Tomar notas e fazer listas de perguntas é importante para tentar manter a objetividade em face à preocupação que você provavelmente experimentará.

· Expresse suas angústias ao seu médico, e se ele(a) não puder ajudá-lo, peça para que encaminhe para alguém que possa.

· Lembre-se de levar um amigo ou um gravador com você. Você também pode ter um curso mais tranqüilo, onde todos os exames apontam para um mesmo diagnóstico e você tenha um(a) médico(a) que saiba o que este diagnóstico significa e pode tanto tratá-lo quanto encaminhá-lo para alguém que possa. Pacientes que têm um diagnóstico mais “tranqüilo” ainda assim descrevem que também passam por uma época difícil porque de início não sabiam nada sobre a doença. Os pacientes relatam que tendo um(a) médico(a) que saiba ouvir e trabalhar com eles como parceiros tornam este processo de ajuste muito mais fácil.

Tratamento

Início

Como a esclerodermia pode apresentar-se de variadas maneiras, diagnosticá-la pode ser difícil para os médicos. Isto significa muitos exames e muitas consultas médicas antes de uma resposta definitiva ser encontrada. Para o paciente e sua família, esta espera significa muitos questionamentos e a ansiedade pode resultar na antecipação do pior. Insônia, irritabilidade, e a tendência a ficar distraído são comuns neste período. Também comum é a tendência a “ouvir mal” o que o doutor diz por causa da preocupação com o significado das suas palavras. Finalmente, as pessoas descrevem que muitas dores que apresentam podem piorar com a crescente ansiedade nesta fase.

Sugestões

· Tome nota de todas as explicações. Se você tiver qualquer questionamento algum tempo depois de conseguir absorver tanta informação, poderá consultar estas anotações e questionar coisas que são importantes para você. Alguns pacientes levam um amigo e/ou um gravador consigo, para que as informações possam ser revistas mais tarde. Isto diminui a chance de que as suas preocupações possam atrapalhar a compreensão das informações.

· Compartilhe sua preocupação com pessoas que você gosta e respeita, se esta forma de reduzir a ansiedade funciona com você. Cônjuges ou parceiros podem estar especialmente ansiosos para saber como a doença afeta você, já que estão tão próximos a você.

· Reconheça que esta pode ser uma fase difícil para você. Este reconhecimento o ajudará a ser mais objetivo. Quais foram os seus recursos no passado: Sua habilidade de procurar e encontrar a informação? Sua habilidade de fazer boas perguntas? Técnicas de relaxamento? Sair por um dia ou um final de semana sozinho ou acompanhado? Exercícios? Use estas técnicas para auxiliá-lo a enfrentar este problema.

· Tem sido descrito que as pessoas que estão lutando contra inúmeros problemas que lhes são novos suprimem muitas atividades prazerosas de suas vidas a fim de obter energia para manter suas responsabilidades. Lembre-se de manter as atividades que lhe dão prazer e são capazes de ajudá-lo com seus afazeres domésticos diários. Lembre-se de delegar tarefas para aqueles que gostam de você; eles não se importarão, especialmente se isto ajudar você a viver melhor.

 Para saber mais sobre a Esclerose Sistêmica, consulte o site da

ABRAPES “Associação Brasileira do Portador de Esclerose Sistêmica”


Lançamento Movimento Fertilidade, Direito de Vida

No próximo dia 28 de junho a ONG Orientavida em parceria com o Blogueiros da Saúde lança o MOVIMENTO FERTILIDADE DIREITO DE VIDA.

O objetivo deste movimento é estimular a discussão sobre o direito à fertilidade em função de inúmeros casais com problemas de infertilidade não conseguiram tratamento pelo planos de saúde e Sistema Único de Saúde.

O QUE ACONTECE:

As leis brasileiras reforçam os métodos de contracepção, mas ignoram o tratamento para a infertilidade, como se não fosse uma doença. Além dos casais que enfrentam esse problema, médicos especialistas em reprodução assistida são favoráveis à ampliação do acesso aos tratamentos de fertilização, principalmente por parte dos planos de saúde. Na Argentina e no Chile, as leis garantem que os tratamentos de fertilização sejam cobertos pelos planos de saúde e que também estejam plenamente disponíveis na rede pública.

HISTÓRICO: De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), um em cada cinco casais (20% da população), apresenta algum tipo de problema de infertilidade. Esta condição é definida após 12 meses de relações sexuais regulares sem uso de contracepção.

Vários fatores podem ser responsáveis pela infertilidade masculina ou feminina, como alterações genéticas e disfunções hormonais, entre outros, mas independente do fator, a infertilidade é um problema de saúde reconhecido pela OMS e está listada na Classificação Internacional de Doenças (CID), portanto, deve ser tratada tanto na saúde suplementar quanto no SUS. 

No entanto, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) exclui o tratamento para infertilidade da lista dos atendimentos obrigatórios dos planos de saúde porque alega que a lei 9.656/98 não abrange este procedimento. Porém, a lei 11.935/2009 obriga os planos de saúde a garantirem cobertura para as despesas com os procedimentos médicos indicados nos casos de planejamento familiar.

Já o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece poucas opções de tratamentos gratuitos. A fila de espera pode chegar a cinco anos, o que piora a condição das mulheres com problemas de infertilidade, pois a partir dos 35 anos as chances de gravidez diminuem drasticamente.

Quem tem problemas para engravidar pelas vias normais, e não pode esperar pelo atendimento no SUS, precisa recorrer ao tratamento em clínicas particulares, cujo preço varia de acordo com a complexidade do caso, mas gira em torno de R$ 20 mil para apenas uma tentativa de fertilização, que nem sempre é bem-sucedida. Muitas mulheres precisam recorrer a sucessivas tentativas até conseguir engravidar e passar pela gestação completa – o que representa um grande investimento financeiro, que não está ao alcance da maioria dos casais brasileiros.

LANÇAMENTO:

Local: Restaurante Tavares  

Rua da Consolação, 3212  -Bairro Cerqueira César – São Paulo/SP

Informações sobre o local: www.facebook.com/CasaTavares

Participação Gratuita, os participantes serão presenteados com uma camiseta exclusiva da campanha.

AGENDA

09:00 – Recepcão dos convidados

09:30 – Abertura e formação da mesa

10h00 – Tema: “ A ONG Orientavida e o Movimento Fertilidade “ – Patrícia Figueiredo – Coordenadora Nacional das Ações de Saúde Feminina da Orientavida

10h 15: Tema: “Infertilidade: “O que você precisa saber” – Dr. Newton Busso – Mestre Doutor em Medicina, Presidente do Projeto Alfa, Presidente da Comissão Nacional Especializada em Reprodução Humana da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO)

11h 00:-  Deputada Mara Gabrilli

11H15 : Tema : “O impacto psicológico da infertilidade” – Psicologa convidada Dra. Luciana Leis

11h45 : Tema: “Mídias Sociais: como podemos disseminar a informação” – Priscila Torres – Fundadora e Diretora dos Blogueiros da Saúde

12H 15 – Depoimentos “

Paulo – “ Minha jornada para valer meu direito a paternidade”

Fabíola “A vida de uma tentante”

Tatiane “De tentante a mãe”

A ONG ORIENTAVIDA

A ORIENTAVIDA foi fundada em 1999, por João Benedito Angelieri e Celeste Chad, na ocasião, prefeito e primeira dama do município de Potim, com o intuito de ajudar as pessoas menos favorecidas daquele município através da capacitação de mulheres através do aprendizado de técnicas de bordado, costura e crochê. Atuando em três frentes

  • Sustentabilidade através da qualificação;
  • Geração de renda que permite o combate a pobreza;
  • Campanhas de divulgação, informação e conscientização dos direitos da mulher, especialmente no que tange à sua saúde.

Desde a fundação foram capacitadas milhares de mulheres e distribuídas mais de 6.000 cestas básicas através do projeto Alimente uma Família.

Em 2008 a  ORIENTAVIDA foi convidada a coordenar o lançamento do Outubro Rosa na região do Vale do Paraíba, com o sucesso obtido criou a Campanha Pense Rosa em 2009 presente em mais de 17 capitais e inúmeras cidades do Estado de São Paulo.

A ORIENTAVIDA, em 2010, tornou-se licenciada pela Walt Disney para produzir uma coleção com o tema Alice no País das Maravilhas.  Neste mesmo ano, pela primeira vez a Walt Disney Brasil recebeu, com esta coleção, o prêmio mundial de “Melhor Produto Adulto Na Linha De Decoração”, conferido pela Fashion & Home dos EUA.

CONTATO:

Cristiane Santos

(11) 99623-5838

csantos@llorenteycuenca.com

Inscrições podem ser realizadas nos Blogueiros da Saúde www.blogueirosdasaude.org.br/2014/06/convite-pela-vida-o-que-voce-precisa.html 

Convite para Audiência Pública: Falta de Medicamentos de Alto Custo na Bahia

Falta de Medicamentos de Alto Custo na Bahia, é o tema da audiência pública que acontecerá, nessa quarta-feira, 11 de Junho/2014 o Ministério Público da Bahia, receberá a sociedade civil para debater a falta de medicamentos de alto custo na Bahia. Para que essa ação tenha força, é necessário a participação dos pacientes com doenças reumáticas da Bahia.

Data da Audiência Pública: 11 de Junho de 2014

Tema: Doenças Reumáticas, falta de medicamentos do componente básico e especializado da Assistência Farmacêutica da Bahia.

Horário: 08:30 horas.
Local: Auditório do Ministério Público da Bahia
Endereço: Rua Joana Angélica, 1372 – Bairro Nazaré/Bahia

Informações: GRUPARSA “Grupo de Portadores de Artrite Reumatoide de Salvador.

Audiencia_Publica_Doencas_Reumaticas_BAHIANA_2014

Artrite Reumatoide engorda?

A artrite reumatoide não é uma doença que está ligada ao ganho de peso. Isso é fato!

O ganho de peso, após o diagnóstico da artrite reumatoide, pode estar ligado a dois fatores muito importantes: hábitos alimentares e sedentarismo.

Quando usamos medicamento a base de cortisona, temos uma maior tendência a ganhar peso, porém, não é o medicamento que nos faz ganhar peso, mas sim a forma como lidamos com os efeitos colaterais. A cortisona aumenta a nossa ansiedade e, consequentemente, a vontade por comer doce, o que pode provocar um ciclo vicioso. Ao comermos mais doces, sentimos mais sede, o que nos faz pensar em sucos e refrigerantes.

Dessa forma, devagarzinho, vamos adquirindo o sobrepeso e, muitas vezes, ficamos gordinhos mesmo. Portanto, precisamos ser conscientes: se, após o diagnóstico da artrite reumatoide ganhamos peso, é preciso avaliar o que está acontecendo, pois, engordar, não é característica da doença.

Fatores alimentares podem provocar o aumento de peso, mas, algo que pouco se comenta é que, após o diagnóstico de AR, passamos a diminuir as atividades de vida diária. Vamos deixando de cuidar da casa, de ir ao comércio a pé. Com isso, passamos a ter uma vida mais sedentária, pois erradamente muitas pessoas com AR acreditam que é proibido praticar atividade física, quando, na verdade, a prática de atividade física é importante, tanto para ter um peso ideal, quanto para nossa vitalidade e mobilidade.

Pense positivo! Alimentação saudável, controle da ansiedade (nem que seja com ajuda profissional) e prática de atividade física, é um trio que nos levará longe.

Texto original da minha coluna no Blog Viva Bem com Artrite Reumatoide: Click aqui para ler no Viva Bem com AR